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Integrando o Zapt.In com o Twitter

Uma das funcionalidades mais desejadas para o Zapt.In é uma integração maior com o Twitter. Claro que isto pode significar muitas coisas, mas para nós, estamos pensando em três categorias de integrações: a) integração com clientes do Twitter para que pessoas usando aplicativos como Twitterrifc, Tweetie, Echofon e outros possam utilizar o Zapt.In diretamente destes aplicativos; b) integração do site do Zapt.In com o Twitter para que seja mais simples compartilhar links do Zapt.In através do Twitter (como faz o Bit.Ly); e c) integração com o Twitter para monitorar quais os links mais tuitados e re-tuitados pelos usuários (como faz o Migre.Me).

Estou correndo para garantir que estas três categorias de integrações aconteçam, mas infelizmente, não tenho como fazê-las ao mesmo tempo e, no caso da integração com aplicativos, não tenho poder para fazê-la sozinho (preciso da colaboração dos seus respectivos desenvolvedores).

Mas o legal é que a integração do site do Zapt.In com o Twitter já foi concluída e está disponível para você. Ela utiliza a tecnologia OAuth (veja também a FAQ do Twitter sobre OAuth) e permite que você associe sua conta do Twitter a sua conta do Zapt.In, sem ter que fornecer seu login e senha do Twitter. OAuth é uma das maneiras mais seguras de integração de serviços na rede.

Bom, mas chega de “bla-bla-bla” e vamos ao que interessa: integrar sua conta do Zapt.In com o seu Twitter:

1. Encurte um LINK através do Zapt.In

Basta digitar uma URL ou usar nosso Bookmarklet.

Zapt.In integrado com o Twitter

2. Clique no botão “Compartilhar”

Para compartilhar um link pelo Twitter, basta clicar no botão “Compartilhar” de qualquer link que você vir no Zapt.in.

Se você ainda não tiver associado sua conta do Zapt.In à sua conta do Twitter, você verá a seguinte mensagem:

Zapt.In integrado com o Twitter

Clicando no link indicado, você será redirecionado para uma página do Twitter, onde poderá autorizar o Zapt.In a usá-lo em seu nome, de maneira segura.

3. Autorizando o Zapt.In a se conectar ao seu Twitter

Ao clicar no link, você será redirecionado para uma página do Twitter, onde você será questionado se deseja autorizar a associação da sua conta ao Zapt.In ou não. Clique no botão “Allow” (Permitir).

Zapt.In integrado com o Twitter

Verifique se a conta que você está associando ao Zapt.In é realmente a conta que você deseja autorizar. Se não for, clique na opção “Sign out” (Sair) e siga as instruções.

4. Pronto, agora é só compartilhar seus links

Quando você autorizar o Zapt.In a utilizar sua conta do Twitter, você será redirecionado de volta ao Zapt.In e estará pronto para compartilhar seus links diretamente, a partir do site do Zapt.In.

Quando sua conta estiver autorizada, ao clicar no botão “Compartilhar“, surgirá um pequeno formulário para escrever sua mensagem (tweet) e enviá-la através do Twitter.

Zapt.In integrado com o Twitter

Para sua comodidade, o link curto já estará dentro do campo da mensagem, mas você poderá customizá-la como quiser. Observe que existe um contador de quantos caracteres  ainda restam (lembrando que o máximo permitido pelo Twitter são 140 caracteres).

Zapt.In integrado com o Twitter

Com sua mensagem devidamente preparada, basta clicar no botão “Enviar Tweet“, que o tweet será enviado em seu nome. Veja um exemplo de como ficará a mensagem enviada através do Zapt.In:

Zapt.In integrado com o Twitter

É isto, boas tuitadas!!!

Configurando o Zapt.In no Tweetie para iPhone

Olá, no último post falei de um novo projeto que coloquei no ar, o Zapt.In, um encurtador de URLs brazuca (sim, mais um, hehe). E nos últimos dias liberei algumas novas funcionalidades no Zapt.In. A mais interessante delas é a versão inicial da API de Desenvolvimento do Zapt.In. Mas o tema deste post não é a API, mas sim como colocar o Zapt.In para funcionar no Tweetie, um dos melhores clientes do Twitter para iPhone.

Bom, mas chega de bla bla bla e vamos ao que interessa…

1. Conseguindo sua Chave da API do Zapt.In

Para utilizar a API do Zapt.In, você precisa pegar sua chave da API. Para isto faça seu login no Zapt.In e clique na opção “Perfil” do menu de usuário. Na página com informações de seu perfil você verá sua Chave da API.

Zapt.In : Menu do Usuário

Zapt.In : Chave da API

2. Agora abra o Tweetie em seu iPhone

Teta, basta clicar no ícone do Tweetie em seu springboard:

Zapt.In no Tweetie do iPhone

3. Configure o Tweetie para usar o Zapt.In

Na tela inicial do Tweetie (para escolhar qual conta você vai usar), clique no botão “Settings” (configurações):

Zapt.In no Tweetie do iPhone

Depois clique na opção “URL Shortening” (encurtamento de URLs):

Zapt.In no Tweetie do iPhone

Depois escolha a opção “Custom” (Customizado) para configurar o Zapt.In:

Zapt.In no Tweetie do iPhone

Agora é colocar a URL da API do Zapt.In no campo de customização. A URL deve ficar da seguinte forma:


http://zapt.in/api/links/shorten?version=1.0&login=SEU_LOGIN&key=SUA_CHAVE&longUrl=%@

Não se esqueça de substituir os valores SEU_LOGIN e SUA_CHAVE pelos valores de sua conta no Zapt.In!!

Zapt.In no Tweetie do iPhone

Depois de colocar a URL clique no botão “save” (salvar) e você estará pronto para usar o Tweetie com o Zapt.In.

3. Agora é só usar…

Digite sua mensagem com uma URL longa que você deseja encurtar. Depois clique no botãozinho que fica no campo da mensagem com a contagem de caracteres:

Zapt.In no Tweetie do iPhone

Agora é só clicar no botão “Shrink URLs” (Comprimir URLs) e as URLs longas de sua mensagem serão magicamente encurtadas pelo Zapt.In:

Zapt.In no Tweetie do iPhone

Eeeeba… agora só faltam dois zilhões de outras aplicações suportarem o Zapt.in!!! ;-)

Zapt.In : Entendendo e brincando com os encurtadores de URL

Death Star Trash Compactor

Quase todo mundo já deve ter esbarrado (e se perguntado sobre o que são) umas URLs estranhas com domínios mais estranhos ainda, como por exemplo: bit.ly/7XC3Lo, migre.me/ck3k, tinyurl.com/yge8jzg, j.mp/7XC3Lo e zapt.in/k. A maior parte do mistério é esclarecida quando clicamos num link destes e somos redirecionados para um outro site. Tratam-se de URLs encurtadas através de algum serviço de encurtamento de URLs (Wikipedia: URL shortening).

Bom, mas pra que precisamos disto. Afinal os browsers evoluíram para aceitar URLs de tamanhos gigantescos (não existe um consenso quanto ao tamanho máximo de uma URL, mas elas podem passar dos milhares de caracteres na maioria dos browsers e web servers). Na realidade existem várias utilidades para estes encurtadores de URL como facilitar a digitação e a verbalização de URLs (é melhor usar/ditar/digitar uma dezena de caracteres do que milhares de caracteres), permitir que URLs grandes fossem compartilhadas em mensagens SMS (imagine passar a URL toda deste post numa mensagem de texto) ou até mesmo fazer o tracking de clicks/visualizações de um determinado link. Mas a coisa decolou mesmo foi com a popularização do Twitter, que permite apenas mensagem com no máximo 140 caracteres. Ou seja, qualquer caractere é valioso ao se compartilhar um link em um tweet. Fica claro que na hora de compartilhar aquele link do torrent do Ubuntu 9.10 no Twitter é melhor usar a URL encurtada http://zapt.in/m com apenas 16 caracteres do que a original http://releases.ubuntu.com/9.10/ubuntu-9.10-alternate-i386.iso.torrent com 70 (e olha que esta é relativamente curta).

Mas como funcionam os encurtadores (ou compressores) de URLs?

Bom, na prática (pelo que vi até o momento), nenhum “encurtador” de URL faz realmente a compressão da URL. Entendendo como compressão de dados a utilização de algoritmos como o Lempel-Ziv (LZW – utilizado no winzip, gzip, etc) ou o Run Length Encoding (RLE – utilizado em máquinas de fax).

O que eles fazem, em geral, é construir uma função bijetora que leva cada URL longa para uma URL ou chave menor (e vice-versa), tentando minimizar ao máximo o espaço necessário para esta nova URL ou chave. Existem variações quanto aos modelos de funções de mapeamento utilizadas (algumas não sendo de fato bijetoras) e também em como as URLs menores ou chaves são geradas.

Para a geração das chaves, muitas vezes se utiliza um hash único calculado aleatoriamente (para evitar que se possa prever as sequências) ou mesmo uma chave calculada através da transformação de um número sequêncial (cada URL encurtada incrementa a sequência) utilizando uma base de representação maior do que a decimal. A idéia é utilizar menos posições (caracteres) para representar o mesmo número (índice). Por exemplo:

Número 70015 (setenta mil e quinze) representado em diferentes bases numéricas:

  • Base 2 (binária) : 10001000101111111 : 17 caracteres
  • Base 8 (octal) : 210577 : 6 caracteres
  • Base 10 (decimal) : 70000 : 5 caracteres
  • Base 16 (hexa-decimal) : 1117f : 5 caracteres
  • Base 32 : 24bv : 4 caracteres
  • Base 62 : IDH : 3 caracteres

Observe que para representar o mesmo número, podemos entre 17 e 3 caracteres (somente com os exemplos de representações utilizados no exemplo).

Me parece que o Migre.Me utiliza Base 62 e um índice sequencial de URLs, já o Bit.Ly parece usar Base 62, mas com algum esquema de sequenciamento estranho (talvez ele use algum particionamento do espaço a partir da URL original).

Bom, depois de mapear a URL original para uma encurtada, e armazenar isto num banco de dados, o que o “encurtador de URLs” faz é redirecionar um visitante que segue a URL encurtada para a URL original. De preferência os serviços utilizam o redirecionamento do tipo permanente (HTTP 301 – Permanent Redirect), já que este tipo de redirecionamento preserva as características da página destino para fins de web crawling, SEO, rankings, etc. Digamos que ele é o tipo de redirecionamento mais amigável com os motores de busca.

O interessante é que entre receber a requisição na URL encurtada e redirecionar o visitante para a URL original, o encurtador pode capturar vários tipos de estatísticas para aquele link. Ele pode contar quantas vezes o link foi clicado, qual o tipo de browser que foi utilizado, etc. Isto torna os serviços ainda mais úteis, podendo ser utilizados para medir taxas de conversão de clicks, eficiência de campanhas online, concursos e outros.

Joia, mas agora vamos falar do Zapt.In…

Bom, a idéia do Zapt.In nasceu há alguns meses quando este tipo de serviço começou a explodir pela rede: o Brasil ainda não tinha um encurtador de URL decentes – Leia-se: o Jonny Ken ainda não havia criado o Migre.Me ;-), eu trocava várias ideias sobre as possibilidades de um serviço destes associado ao BlogBlogs e o LiveStream com Manoel Netto e eu acabei me esbarrado em alguns domínios interessantes (bem curtos) como foi o caso do ZAPT.IN. Acontece que o tempo passou, muita coisa aconteceu e nunca rolou de fazermos o tal encurtado.

Mas como para tudo chega a sua hora, neste feriado (última semana) aconteceu o alinhamento planetário perfeito: a Isabella passou a semana em Uberaba, as coisas estavam mais tranquilas no trabalho e, no final de semana prolongado, minha mãe e irmã vieram para Sampa e passaram grande parte dos dias caminhando pelos shoppings e ruas do centro (com a Isa que já havia retornado), deixando o viciado em codar (eu mesmo) livre para criar, hehe. Amo muito tudo isto!!!

Bom, ai foi a hora de arregaçar as mangas, abrir o TextMate e começar a codar. Com algumas boas horas de coding e pesquisa consegui colocar a primeira versão (bem tabajara, mas lembrando que ‘shipping is a feature‘) para rodar na plataforma de Cloud Computing da Heroku. Na realidade passei mais tempo estudando algumas coisas (algoritmos, Heroku, Git, etc) do que codando, mas na hora de mandar brasa no “POG” e escrever o Zapt.In a coisa andou bem rapidamente.

É isto, agora o Zapt.In está no ar em versão nem-alpha-ainda. Claro, cheio de bugs, sem logo, sem layout, com poucas funcionalidades e sem a menor preocupação, ainda, com escalabilidade. Mas um dia ele chegará lá, para isto preciso da ajuda de vocês (para usarem, testarem e enviarem suas ideias).

Tá, mas por que fazer MAIS UM encurtador de URLs?

Esta é uma boa pergunta. O Brasil já tem o Migre.Me e existe mais de uma centena de serviços parecidos por ai. Então por que?

Ué, porque é divertido! ;-) Porque serviços como o BlogBlogs e vários outros nasceram assim. Porque não?

É isto, depois escreverei alguns posts sobre os desafios, os perrengues e as aventuras de colocar mais uma aplicação no ar. HeyHo!!!!

Para Entender a Internet : Metodologias Ágeis

Para Entender a Internet : Capa

“Para entender a Internet – Noções, práticas e desafios da comunicação em rede” é o resultado de um trabalho colaborativo organizado pelo Juliano Spyer (autor do livro Conectado) e com a participação de um incrível trupe de colaboradores. O livro foi lançado via Twitter no dia 17 de Março às 18 horas. O blog oficial conta com todos os capítulos na íntegra e também com os links para fazer o download do livro completo em PDF. Nele você encontra feras como Ronaldo Lemos, meu primo falando de Creative Commons, Luli Radfahrer animalizando sobre mobile, Cris Dias conceitualizando Whuffie e capital social e o próprio Juliano Spyer que escreveu sobre Web 2.0.

Tive a honra e a oportunidade de ser um dos colaboradores convidados pelo Juliano Spyer para fazer parte desta turma. Recebei uma mensagem pelo Twitter dizendo que ele queria falar comigo durante o Campus Party. Conversamos ali mesmo e fui convidado a escrever o capítulo sobre a conceito das “Metodologias Ágeis“, assunto que muito me interessa e que faz parte de meu dia-a-dia na WebCo e na Abril Digital. O legal de um livro todo construído através da Internet é a possibilidade de contar com a colaboração dos leitores sobre o conteúdo do mesmo. Logo que o blog oficial foi ao ar alguns leitores perceberam um erro num dos parágrafos finais de meu texto. Eles enviaram comentários através do próprio blog e já estamos coletando várias correções para soltar uma versão atualizada do PDF. Bingo!!! Ganhou a colaboração, a interação e a Internet. Ganhamos todos!!!

É isto, baixe o livro, interfira e ajude a torná-lo ainda melhor.

HeyHo!!!

Tuitersfera – Mapeando o uso do Twitter no Brasil

Tuitersfera

O Tuitersfera é um pequeno projeto que desenvolvi e lancei no começo de Fevereiro. Foram apenas alguns dias de trabalho com Ruby e Rails para montar um pequeno sistema interativo que integrava o Twitter com o Google Maps e que tinha o objetivo de mapear o uso do Twitter no Brasil.

A idéia era bem simples, bastava que os usuários do Twitter passassem a seguir o usuário @tuitersfera e, a partir dai, interagissem com ele através do website (http://tuitersfera.com.br) ou de mensagens diretas (directs) com comandos bem simples. Através destes comandos seria possível dizer para o Tuitersfera onde você vive, trabalha e também por onde você anda.

Em apenas 48 horas o Tuitersfera ultrapassou a marca de mais de 1000 usuários (seguidores). Infelizmente não tive tempo para continuar o desenvolvimento do projeto e ele acabou ficando meio largado. Mas isto já foi resolvido, três Jedis da WebCo (Luiz Rocha, Luis Cipriani e o Lucas Húngaro) adotaram o projeto e estarão trazendo várias novidades. O Tuitersfera deve se transformar numa plataforma interativa que oferecerá alguns serviços baseado no Twitter e também em outros serviços como o Google Maps. Claro, continuaremos com o propósito inicial de mapear o uso do Twitter do Brasil e também criar um ranking local dos tuiteiros de plantão.

Um sub-produto do projeto foi a implementação em Ruby de uma biblioteca que consome a API do Twitter. Fiz isto porque achei as outras implementações complicadas de usar ou incompletas. Eu e os novo pais adotivos do Tuitersfera resolvemos transformar esta biblioteca em uma gema (Ruby Gem) e liberá-la como um projeto Open Source. Em breve disponibilizaremos tudo no GitHub (isto deve acontecer nas próximas semanas).

Enquanto as novidades não chegam, você pode seguir o @tuitersfera e começar a interagir com ele. Para dizer onde você vive, basta enviar uma mensagem direta com o seguinte formato: moro em onde_você_vive

Você pode enviar seu endereço com a resolução que desejar, pode ser seu endereço completo, ou apenas a cidade onde você mora. O Tuitersfera se vira para entender o endereço. Veja alguns exemplos abaixo:

  • moro em Avenida Paulista, 3333, São Paulo, SP, Brasil
  • moro em Alamenda Santos, São Paulo, SP, Brasil
  • moro em São Paulo, SP, Brasil

Bom, por enquanto é isto. Se você tiver dúvidas ou sugestões para o Tuitersfera, entre em contato com os pais adotivos do projeto.

E boas tuitadas!!!

Contextualizando : Tendências em Aplicações Sociais para 2009

alguns vários dias publiquei um post com a apresentação que fiz no Campus Party sobre Tendências em Aplicações Sociais para 2009. No mesmo post comentei que escreveria alguns novos posts sobre o assunto e este é o primeiro deles.

PS:. Também desisti de ficar revisando o post e protelando a publicação. Então, fica o convite, se você encontrar algum erro ou mesmo alguma idéia ou conceito equivocado, me avise que farei o possível para corrigir o artigo. A idéia é deixar um trabalho que possar ser uma boa referêncie para o assunto.

O que são as aplicações sociais

Antes de falar das tendências, é preciso que entender o que são aplicações sociais e em que contexto elas se encontram no momento atual. Por definição, aplicações sociais (social software, ou social applications) são todas as aplicações, sistemas e serviços que permitem que usuários (pessoas) interajam entre si e troquem informações. O verbete da Wikipedia que descreve social software também chama a atenção para o fato da maioria destes serviços compartilharem características comuns como oferecem APIs (application programming interfaces) abertas, design orientado a serviços e a capacidade de se fazer o upload de dados e mídia. Alguns destes serviços acabaram ficando muito famosos como é o caso do Orkut, o FaceBook, o Twitter, o YouTube e também – porque não? – alguns serviços nacionais como o BlogBlogs e o VideoLog.

A infra-estrutura da nova web

Recentemente as Redes Sociais emergiram como uma grande novidade ou até mesmo como as killer applications da Internet, mas discordo desta visão e acredito que redes sociais são muito mais features (ou funcionalidades) do que produtos. Para mim elas são apenas um nova camada da infra-estrutura da nova web, a camada social. Podemos entender a web atual sendo composta por três camadas: a) a primeira camada (começando da mais profunda para a mais superficial inspirado pelo modelo OSI) é a camada física que começou a ser construída em meádos da década de sessenta quando o foco era conectar todos os pontos do planeta através de cabos metálicos e fibras ópticas; depois temos b) a camada lógica que se consolidou com o surgimento do protocolo HTTP e constitui o conjunto de protocolos de identificação e endereçamento de nós da rede; e do roteamento e troca de mensagens pela rede. Finalmente temos c) a camada social, que traz os usuários para o cenário. Esta camada é o conjunto de conceitos, padrões e serviços que permitem a interação entre os usuários e a troca de informação entre eles. Estamos falando de mecanismos de troca de mensagens, modelos de dados para o armazenamento das relações entre pessoas (grafo social ou social graph), mecanismos de identificação e autenticação de usuários; e todos os outros que se consolidaram com a popularização das redes sociais.

É sobre estas três camadas da infra-estrutura da nova web que as aplicações sociais aparecem com sua maior força. Utilizando os serviços oferecidos pela camadas inferiores as aplicações oferecem serviços específicos para os usuários entregando valor (funcionalidade e utilidade) para os mesmos. Assim, um serviço de compartilhamento de fotos como o Flickr utiliza recursos básicos das camadas inferiores para transformar o ato de armazenar e distribuir imagens numa aplicação social. Seus usuários podem, então, subir (upload) suas fotos, enviá-las para seus amigos, montar grupos de interesse, trocar mensagens, avaliar as imagens e muito mais. Por outro lado as funcionalidades de enviar mensagens, montar grupos e avaliar itens não teriam sentido sem a especificidade criada em torno das fotos no Flickr. Ou seja, a aplicação agrega valor na medida que dá um fim (objetivo) para os features utilizados das camadas de infra-estrutura. Por fim, como as aplicações sociais normalmente oferecem APIs abertas, outras aplicações mais complexas podem ser criadas utilizando-se da infra-estrutura e também dos diversos serviços oferecidos por outras aplicações. Um desenvolvedor pode, então, utilizar a API do Twitter e a API do Flickr para montar um novo serviço de disseminação informal e espontâneo de fotos e mensagens como o SnapTweet.

Assim, as redes sociais são, em última instância, plataformas que implementam e disponibilizam a camada social da infra-estrutura da nova web, onde veremos, cada vez mais, novas aplicações serem construídas e disponibilizadas. Um exemplo claro é o que está acontecendo com o OpenSocial no Orkut e as aplicações do FaceBook. É na camada das aplicações que reside o maior valor e as maiores inovações. O restante é infra-estrutura, uma nova commodity com pouca inovação e valor reduzido no novo contexto da web social.

O cenário atual

Se por um lado estas aplicações se tornaram super frequentes e um sucesso de popularidade, por outro isto é parte do problema que enfrentamos no momento. A diversidade de aplicações e as constantes pressões para que façamos, sempre, parte de todas elas gera uma situação enfrentada por quase todas as pessoas que estão profundamente envolvidas e conectadas na rede: a saturação por informações (content overload, ou information overload). Além da saturação por informações o contexto atual também é marcado por uma série de fatores que ajudam a definir o ambiente para que nossas tendências façam sentido. Entre eles podemos destacar: a) a crise internacional, que traz pressões financeiras para todos os mercados; b) a escassez de capital para novos empreendimentos consequente da crise; c) a decepção com os modelos de publicidade super direcionada beseados em informações demográficas imprecisas ou falsas nas redes sociais; d) a consagração dos agregadores de conteúdo, da inteligência coletiva e das conversações on-line como uma mídia; e) a popularização das redes móveis 3G e o surgimento de inúmeros e sofisticados dispositivos móveis conectados como o iPhone e a plataforma Android; f) o início da consolidação dos serviços de computação sob demanda em larga escala (cloud computing, ou computação das nuvens); g) a popularização dos widgets e, por fim, h) a preocupação com aspectos de portabilidade de dados (especialmente os pessoais) e as discussões sobre privacidade e segurança destas informações.

Pronto, agora que o contexto está entendido, estou quase pronto para falar das tendências. Antes, quero deixar claro que este material é fruto de minha avaliação (e imaginação) pessoal do cenário e de várias horas de pesquisa realizadas na Internet. Não tenho bola de cristal e, como todo exercício de futorologia, os riscos são bem altos, especialmente na Internet.

Vamos às tendências

As tendências que abordei em minha apresentação foram:

  • Descoberta (Discovery)
  • Mídias Sociais e Computação das Núvens (Social Media & Cloud Computing)
  • Mídias Sociais e Mobilidade (Social Media & Mobility)
  • Conteúdo e Seviços Super Locais (Hyper-Local Content & Services)
  • Widgetização e Des-sitelização* (Widgetization)

* Este termo foi ‘roubado’ de uma apresentação do Abel Reis da Agência Click.

Nos próximos posts tratarei individualmente de cada uma destas tendências.

Abraços e até o próximo post!!!

Tendências em Aplicações Sociais para 2009 : Campus Party 2009

Hoje foi meu último dia de Campus Party e posso dizer que o evento foi um sucesso. Muito conteúdo de qualidade e diversão para todos os campuseiros. Claro, sempre existem pequenos problemas de infra-estrutura num evento deste porte e o local também não era o mais acessível, mas isto não muda nada, o Campus Party 2009 foi um sucesso. Para encerrar minhas atividades, fiz uma palestra sobre Tendências em Aplicações Sociais no Campus Blog (a área do Campus Party focada em Blogs e Mídias Sociais).

A apresentação foi construída com base em uma extensa pesquisa que fiz pela web e também de minha experiência pessoal sobre o assunto. Claro, é impossível se prever o futuro e não tenho nenhum tipo de bola de cristal, mas acredito que as tendências abordadas sejam, no mínimo, prováveis e interessantes. Como o trabalho de pesquisa foi bem rico e interessante, pretendo, nos próximos dias, fazer alguns posts aqui sobre as tendências que abordei na apresentação. Até lá, fique com a apresentação que acabei de subir para o SlideShare. Você também pode ver a apresentação aqui no blog.

Ah, se quiser discutir quaisquer dos temas da apresentação, basta deixar seu comentário.

LiveStream da Campus Party 2009 (by BlogBlogs)

A equipe do BlogBlogs lançou nesta sexta-feira (16.Jan.2009) o LiveStream do Campus Party 2009. O novo LiveStream conta com uma novíssima interface com várias opções de filtros e também um sistema de buscas. Existe também uma versão simplificada da interface para uso em computadores com tela menor (netbooks) e projetores. Esta é a versão Kiosk Mode e você pode vê-la aqui (LiveStream Kiosk Mode). Para aparecer no LiveStream basta subir seu conteúdo para os serviços suportados (BlogBlogs, Flickr, YouTube, VideoLog, PinFotos, Gozub, Gengibre, Brasigo e Twitter) utilizando a tag #cparty.

A versão padrão (uso em telas maiores) da interface pode ser vista abaixo:

LiveStream do Campus Party 2009 by BlogBlogs

Finalmente, BlogBlogs 2.0 em produção!

Pois é, a última grande atualização do BlogBlogs aconteceu em fevereiro de 2007, quando lancei a versão 1.4 (virando todas as noites do Carnaval daquele ano). De lá para cá, muitas coisas aconteceram. Larguei meu antigo emprego para me dedicar totalmente à Internet, fundamos a WebCo, lançamos o Brasigo e, recentemente, assumi a posição de CTO da Abril Digital. Mas isto não quer dizer que o BlogBlogs ficou parado no tempo. A equipe da WebCo, capitaneada pelo Manoel Netto, o Gerente do BlogBlogs, tabalhou arduamente nos últimos 6 meses para trazer um monte de novidades para nosso indexador de blogs.

A maioria das modificações aconteceu nas entranhas do site, melhorando a plataforma, estabilizando sistemas críticos e, principalmente, preparando o terreno para o ano de 2009. Em 2009 pretendemos trazer novidades a cada uma ou duas semanas, desde pequenas melhorias e correções de bugs até novíssimas funcionalidades. Junto com estas modificações na plataforma, também trabalhamos em um visual completamente novo para o BlogBlogs. A idéia era trazer um novo design, mais leve e com foco na organização da informação e na usabilidade. Veja como ficou a nova home do BlogBlogs:

Home do BlogBlogs 2.0

São várias novidades na organização das informações. A primeira que chamo atenção é a categorização do conteúdo. No menu principal existe uma barra com 10 categorias principais (Arte & Cultura, Educação, Entretenimento, etc.) e cada uma destas categorias possui um conjunto de sub-categorias. A idéia é que todo conteúdo no BlogBlogs possa ser navegado, buscado e organizado dentro destas categorias, tornando muito mais fácil encontrar o que se procura. Claro, o mesmo vale para o Ranking, que também será dividido por categorias, ficando mais justo e mais interessante.

BlogBlogs Menu : Categorias e Sub-Categorias

Ahh, mas de onde vem esta categorização? Ela vem basicamente dos usuários. Cada usuário pode indicar a categoria de seu blog quando o blog estiver sendo cadastrado ou mesmo depois. Bom, isto é legal, mas não resolve o problema todo, já que vários blogs ainda não foram reclamados e, consequentemente, não possuem um dono para indicar a categoria. Neste caso a equipe da WebCo está finalizando alguns algoritmos especiais que farão a categorização do restante do conteúdo. O mais legal é que estes algoritmos serão treinados pelas informações fornecidas pelos donos de outros blogs quando eles forem categorizados. Até lá, visite o BlogBlogs e indique as categorias de seus blogs. Para isto faça seu login on BlogBlogs, clique no Meu BlogBlogs, depois em Meus Blogs e escolha o blog que quer editar. Depois é só indicar a categoria e salvar as modificações.

Espero que gostem do novo BlogBlogs e das novidades que virão por ai. Aproveitem para explorar o novo BlogBlog e conhecer suas novas funcionalidades. Falarei mais de algumas delas em futuros posts aqui no blog.

Hey Ho!!!

Papai Noel existe sim. Ele é Geek e ama Software Livre!!!

Viajar é legal, mas tem um lado bem chato e cansativo, que é a parte logística da viagem: arrumar malas, ir para o aeroporto, esperar o vôo, pegar o avião, comer aquela comidinha  e sofrer horas naquelas poltronas. Porém, mesmo este lado chato das viagens às vezes nos dá algumas boas surpresas.

Jon Hall

Semana passada peguei um vôo de São Francisco para São Paulo, com escala em Chicago. No trecho Chicago-São Paulo tive uma bela supressa. Eu já estava sentado em minha poltrona, brincando com um telefone Android HTC Dream (ou T Mobile G1), quando vi um senhor  bem simpático, de barbas brancas e gorro de Papai Noel, se aproximando. Ele não me era estranho, mas também não era o Papai Noel. Quando vi em suas mãos um surrado notebook e um pingüim bordado em seu colete, tive certeza de que era quem eu estava pensando. Era o Jon “maddog” Hall, uma das mais simpáticas e conhecidas figuras dos movimento Open Source e do Linux.

Foi uma delícia, a longa viagem chata para o Brasil se resumiu a várias e várias horas de conversa sobre computação, linux, as aventuras do “maddog”, sua paixão pelo Brasil e seus projetos de inclusão digital. Para mim o encontro ainda teve um outro sabor, pois quando eu ainda estava na UNICAMP, a mais de 10 anos atrás, tive a chance de trocar algumas palavras com o “maddog”, quando ele veio fazer uma palestra no Centro Nacional de Computação de Alto Desempenho (CENAPAD). O mundo é mesmo uma ervilha.

Bom, para finalizar, tiramos um foto com ele de Papai Notel (as aeromoças só se referiam a ele como Santa) e combinamos de conversar novamente no Campus Party 2009.

Hey Ho Ho Ho.


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